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ViolĂȘncia contra a mulher

CMV_Panfletagem_8M_n_1.jpg Por muito tempo o ambiente familiar foi tratado como um lugar privado onde o Estado e a sociedade tinham muita dificuldade para entrar e combater a violĂȘncia domĂ©stica. AlĂ©m disso, o medo e a falta de informação contribuĂ­ram para que mulheres em situação de violĂȘncia nĂŁo denunciassem seus agressores, principalmente por serem, na maioria das vezes, pessoas muito prĂłximas, como maridos, ex-maridos companheiros, namorados, ex-namorados, pais, irmĂŁos, filhos etc.

Mas ao longo dos anos, as mulheres tĂȘm se organizado cada vez mais para dar um basta nessa situação, e a partir dos anos 1980, o Estado começou, a passos lentos, a atender as reivindicaçÔes das mulheres e garantir polĂ­ticas pĂșblicas de proteção Ă s mulheres em situação de violĂȘncia, como as Delegacias Especializadas de Atendimento Ă s Mulheres, as Casas-Abrigo, os Centros de ReferĂȘncia, serviços especializados de saĂșde, a Lei Maria da Penha, entre outras. Mesmo assim, a violĂȘncia contra a mulher Ă© um fenĂŽmeno muito complexo de ser enfrentado, pois a ideia de superioridade dos homens sobre as mulheres vem de muitas geraçÔes e, por isso, ainda Ă© muito forte e presente na nossa cultura e sociedade.

Por exemplo, vocĂȘ sabia que existem muitas formas de violĂȘncia contra as mulheres?

Isso mesmo! Existem a 1) ViolĂȘncia fĂ­sica: socos, tapas, chutes, empurrĂ”es, mutilaçÔes, queimaduras etc.;

a 2) ViolĂȘncia psicolĂłgica: danos emocionais, diminuição da autoestima, controle do comportamentos, crenças e decisĂ”es atravĂ©s de ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação e isolamento;

a 3) ViolĂȘncia moral: ofensas, calĂșnias, insultos ou difamação, crĂ­ticas mentirosas e xingamentos;

a 4) ViolĂȘncia patrimonial: retenção, subtração, destruição de objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, direitos ou dinheiro; e

a 5) ViolĂȘncia sexual: obrigar a relação sexual nĂŁo desejada via intimidação, ameaça ou uso da força.

EntĂŁo mesmo que muitos avanços tenham sido conquistados pela luta das mulheres, a questĂŁo da violĂȘncia ainda Ă© uma questĂŁo que impede que muitas mulheres desfrutem de seu bem viver. Abaixo estĂŁo alguns dados:

- Entre 2009 a 2011, ocorreram, em mĂ©dia, 5.664 mortes de mulheres por causas violentas a cada ano, 472 a cada mĂȘs, 15,52 a cada dia, ou uma a cada hora e meia;

- Mulheres jovens foram as principais vĂ­timas: 31% estavam na faixa etĂĄria de 20 a 29 anos e 23% de 30 a 39 anos. Mais da metade dos Ăłbitos (54%) foram de mulheres de 20 a 39 anos;

- 61% dos Ăłbitos foram de mulheres negras;

- A maior parte das vítimas tinham baixa escolaridade, 48% daquelas com 15 ou mais anos de idade tinham até 8 anos de estudo;

- 29% dos assassinatos ocorreram no domicĂ­lio, 31% em via pĂșblica e 25% em hospital ou outro estabelecimento de saĂșde;
- Em Pernambuco, entre 2003 e 2013 foram 3012 homicĂ­dios de mulheres;

- Entre 2009 a 2014 ocorreram mais de 18 mil notificaçÔes de violĂȘncia domĂ©stica, sexual ou outras violĂȘncias praticadas contra mulheres com idade a partir de 15 anos no estado.

Por isso nĂłs, mulheres feministas, hoje paramos! Paramos para chamar atenção para este problema e exigir açÔes mais concretas, profundas e articuladas do Estado! Paramos para exigir que toda sociedade esteja atenta para nĂŁo deixar nenhuma forma de violĂȘncia contra a mulher existir! Paramos para gritar nem uma mulher a menos por conta da violĂȘncia!

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