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16 Dias de Ativismo pelo Fim da ViolĂȘncia

_Foto_Agencia_Brasil_Fernando_Frazo_marcha_das_vadias_6.jpg Durante a campanha mundial dos 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da ViolĂȘncia contra as Mulheres, as NaçÔes Unidas iluminarĂŁo o Museu Nacional, em BrasĂ­lia, com dados de violĂȘncia contra as mulheres, nos dias 18 e 19 de novembro. A ação acontece no contexto da visita da diretora executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, que trarĂĄ o paĂ­s para os holofotes internacionais este ano.

No Brasil, a campanha dos 16 Dias se inicia em 20 de novembro, o Dia da ConsciĂȘncia Negra, e termina em 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Os 16 Dias de Ativismo começaram em 1991, quando mulheres de diferentes paĂ­ses, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (CWGL), iniciaram uma campanha com o objetivo de promover o debate e denunciar as vĂĄrias formas de violĂȘncia contra as mulheres no mundo. A data Ă© uma homenagem Ă s irmĂŁs PĂĄtria, Minerva e Maria Teresa, que se posicionaram contrĂĄrias ao ditador Trujillo, ficando conhecidas como “Las Mariposas”, e sendo assassinadas em 1960, na RepĂșblica Dominicana.

Hoje, cerca de 150 países desenvolvem esta campanha. No Brasil, ela acontece desde 2003, por meio de açÔes de mobilização e esclarecimento sobre o tema.

Segundo o Mapa da ViolĂȘncia 2015 (disponĂ­vel aqui), estudo elaborado pela Faculdade Latino-Americana de CiĂȘncias Sociais (Flacso), com o apoio da ONU Mulheres e da Organização Pan-Americana de SaĂșde (OPAS/OMS), o Brasil assume a 5ÂȘ posição no ranking de feminicĂ­dio, com uma taxa de 4,8 assassinatos por cada 100 mil mulheres; 55,3% desses crimes foram cometidos no ambiente domĂ©stico e 33,2% dos assassinos eram parceiros ou ex-parceiros das vĂ­timas, segundo dados de 2013 do MinistĂ©rio da SaĂșde.

O estudo diz ainda que houve um aumento de 54% em dez anos no nĂșmero de assassinatos de mulheres negras, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013.

As mensagens projetadas no Museu Nacional convocam cidadĂŁos e cidadĂŁs, governos, universidades, empresas e sociedade civil a tomarem uma atitude pelo fim da violĂȘncia contra mulheres e meninas.

A ação se relaciona à campanha global da ONU Mulheres nos 16 Dias “Torne o Mundo Laranja”, que iluminará de laranja monumentos importantes com o objetivo de dar visibilidade para o problema. A cor laranja, por ser vibrante, foi escolhida para simbolizar um futuro de esperança para mulheres e meninas. No ano passado, entre os principais símbolos mundiais, foram iluminadas a Times Square, em Nova York, e as Pirñmides do Egito.

Dia Laranja – Em julho de 2012, a campanha UNA-SE pelo Fim da ViolĂȘncia Contra as Mulheres, do secretĂĄrio-geral das NaçÔes Unidas, proclamou o dia 25 de cada mĂȘs como um Dia Laranja. Em todo o mundo, agĂȘncias das NaçÔes Unidas e organizaçÔes da sociedade civil utilizam esses dias para dar mais visibilidade Ă s questĂ”es que envolvem a prevenção e a eliminação da violĂȘncia contra mulheres e meninas.

Mapa da ViolĂȘncia – A fonte bĂĄsica para a anĂĄlise dos assassinatos no Brasil, em todos os Mapas da ViolĂȘncia atĂ© hoje elaborados, Ă© o Sistema de InformaçÔes de Mortalidade (SIM), da Secretaria de VigilĂąncia em SaĂșde (SVS) do MinistĂ©rio da SaĂșde (MS).

A seguir, alguns dos dados apresentados no Mapa da ViolĂȘncia 2015: assassinato de mulheres no Brasil.

Assassinato de mulheres nas capitais – Vitória, Maceió, João Pessoa e Fortaleza encabeçam as capitais com taxas mais elevadas no ano de 2013, acima de 10 assassinatos por 100 mil mulheres. No outro extremo, São Paulo e Rio de Janeiro são as capitais com as menores taxas.

EstatĂ­sticas internacionais – De acordo com os dados da OMS, o Brasil tem taxa de 4,8 assassinatos por 100 mil mulheres, em 2013, o que coloca o paĂ­s na 5ÂȘ posição internacional, entre 83 paĂ­ses do mundo.

Cor das vĂ­timas – As taxas das mulheres e meninas negras vĂ­timas de assassinatos cresce de 22,9% em 2003 para 66,7% em 2013. Houve, nessa dĂ©cada, um aumento de 190,9% na vitimização de negras, Ă­ndice que resulta da relação entre as taxas de mortalidade brancas e negras, expresso em percentual.

Idade das vĂ­timas – Baixa ou nula incidĂȘncia atĂ© os 10 anos de idade, crescimento Ă­ngreme atĂ© os 18/19 anos e, a partir dessa idade, tendĂȘncia de lento declĂ­nio atĂ© a velhice. O platĂŽ que se estrutura no assassinato de mulheres, na faixa de 18 a 30 anos de idade, obedece Ă  maior domesticidade da violĂȘncia contra a mulher.

Foto: AgĂȘncia Brasil/ Fernando FrazĂŁo
Com informaçÔes da ONU Brasil

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