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Atores brasileiros gravam vídeo protestando contra machismo e a favor do direito

olmo_gaivota02.jpg O projeto de Lei 5069, de autoria do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), dificulta o aborto legal em caso de estupro ao determinar que a vítima procure uma delegacia e passe por um exame de corpo de delito antes de ser atendida pelo sistema público de saúde. Ainda segundo o projeto, quem induzir, instigar ou ajudar a gestante ao aborto receberá pena de prisão de seis meses a dois anos. O texto ainda deverá ser votado em plenário.

Em um momento bastante oportuno – quando têm acontecido protestos contra o PL em todo país – um grupo de atores brasileiros divulgou um vídeo (abaixo) para defender o direito da mulher sobre o próprio corpo e também promover o filme nacional “Olmo e a Gaivota”, que mistura documentário e drama.

Com poucos mais de 2 minutos e meio de duração, o vídeo mostra atores caracterizados como Olivia, a protagonista do filme, enquanto falam sobre tabus da gravidez, a tentativa de diminuir a importância da mulher na sociedade e sobre o aborto.

A ação batizada de "Meu Corpo, Minhas Regras" é uma resposta inteligente às agressões verbais registradas nas redes sociais sobre o discurso feito pela diretora do longa, Petra Costa, no Festival do Rio de Janeiro em outubro (assista aqui). Na ocasião, Petra declarou que deseja que nenhuma mulher brasileira seja vítima do machismo, físico ou verbal, e que toda mulher possa ter soberania sobre o próprio corpo. Comentários como "vadia, se não quer ter filho, fecha as pernas" inundaram a página do filme.

O filme, que estreia nesta quinta-feira (5 de novembro), conta a história de Olívia, uma atriz que está ensaiando a peça “A Gaivota”, de Anton Tchekov, quando descobre que está grávida.

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Fonte: Catraca Livre

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