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Marcha das Margaridas cobrirá Brasília em defesa da democracia

cartazmarchadasmargaridas82527.jpg Maria das Neves,diretora de Jovens Feministas da UJS e coordenadora de Jovens Feministas da UBM, explicou que esta marcha será a primeira mobilização de massas após o recesso do Congresso Nacional. Ela lembra que "é um momento estratégico para voltarmos com todo gás na ofensiva contra o conservadorismo, a redução da maioridade penal e todas as pautas retrógradas em tramitação"

Al√©m disso, a dirigente externou que o grande ato tamb√©m ter√° como meta reafirmar o voto de confian√ßa das mulheres ao governo da presidenta da Rep√ļblica Dilma Rousseff. "Estamos com Dilma, contra o golpismo".

Mais, acesse o caderno de textos da 5ªa Marcha das Margaridas.




#SomosTodasMargaridas


A seguir conhe√ßa a nota de posicionamento pol√≠tico da Marcha das Margaridas 2015‚ÄŹ.

MARCHA DAS MARGARIDAS 2015 - PORQUE MARCHAMOS

No dia 12 de agosto de 2015, nós, margaridas do campo, da floresta e das águas estaremos nas ruas de Brasília, em marcha por desenvolvimento sustentável com democracia, justiça, autonomia, igualdade e liberdade.

Marchamos por um desenvolvimento centrado na sustentabilidade da vida humana, na defesa da terra e da √°gua como bens comuns, pela realiza√ß√£o da reforma agr√°ria, por soberania alimentar e produ√ß√£o agroecol√≥gica. Marchamos por liberdade e democracia com efetiva participa√ß√£o das mulheres, em defesa de seus direitos e por pol√≠ticas p√ļblicas constru√≠das com respeito √†s diversas identidades, que ajudem na desconstru√ß√£o de padr√Ķes patriarcais e sexistas, valorizem tradi√ß√Ķes, culturas, os saberes regionais e protejam a sociobiodiversidade e o patrim√īnio gen√©tico. Tais medidas devem romper com as desigualdades econ√īmicas, sociais e pol√≠ticas, vencendo a pobreza, que √© maior entre as mulheres e agravada entre as mulheres rurais, negras e jovens.

Marchamos para mostrar e valorizar a realidade das mulheres trabalhadoras rurais, que at√© recentemente n√£o eram reconhecidas como sujeitos de direitos. Marchamos para denunciar o modelo concentrador, degradador e excludente do agroneg√≥cio, que contamina os bens da natureza e impacta na perda da biodiversidade e na sa√ļde da popula√ß√£o, com o uso de agrot√≥xicos e transg√™nicos; imp√Ķe tecnologias que desconsideram os saberes e culturas tradicionais; explora as trabalhadoras e trabalhadores, inclusive se valendo do trabalho escravo, e provoca a viol√™ncia no campo, especialmente pela expuls√£o dos povos e popula√ß√Ķes de seus territ√≥rios.

Marchamos em rep√ļdio √† ofensiva das for√ßas reacion√°rios, anti-direitos e fundamentalistas, que se utilizam dos espa√ßos de poder, das religi√Ķes e da grande m√≠dia para proliferar a intoler√Ęncia e disseminar preconceitos, sexismo, misoginia, racismo e √≥dio de classe na sociedade brasileira. Neste processo atacam direitos e amea√ßam a democracia pela qual tanto lutamos.

Repudiamos, veementemente, as pr√°ticas de incita√ß√£o √† viol√™ncia e ao √≥dio contra as mulheres, como no caso da veicula√ß√£o de adesivos ofensivos com a imagem da presidenta da Rep√ļblica, que refor√ßam a cultura do estupro e agridem a todas as mulheres. Outro exemplo de amea√ßa aos direitos e √†s conquistas populares, foi a aprova√ß√£o da redu√ß√£o da maioridade penal pela c√Ęmara dos deputados, que afeta em particular a juventude negra e pobre, e, tamb√©m, a a√ß√£o coordenada por setores fundamentalistas das diversas igrejas, que vem impondo a retirada dos termos relativos √† quest√£o de g√™nero nos planos municipais de educa√ß√£o, em v√°rios estados e munic√≠pios. Estamos organizadas ainda, contra o projeto que retira a obrigatoriedade da participa√ß√£o da Petrobr√°s na explora√ß√£o dos campos de petr√≥leo do pr√©-sal, lutando pela garantia do repasse dos recursos dos royalties para a educa√ß√£o.

Denunciamos a imposi√ß√£o e as manobras do congresso nacional, que desconsiderou o amplo processo de mobiliza√ß√£o popular por reforma do sistema pol√≠tico e aprovou uma contra reforma, negando o direito de amplia√ß√£o da participa√ß√£o pol√≠tica das mulheres no parlamento e mantendo o financiamento privado de campanhas, entre outras medidas conservadoras. Manifestamo-nos contra as orienta√ß√Ķes na pol√≠tica econ√īmica em favor do capital. N√£o pagaremos pelos custos do ajuste fiscal. Exigimos que o estado n√£o seja defensor de privil√©gios e sim portador do interesse geral dos povos, promovendo liberdades, garantindo direitos para todas e todos e ampliando os espa√ßos de
participa√ß√£o e de controle das pol√≠ticas p√ļblicas, no fortalecimento da democracia.

Lutamos pela democratiza√ß√£o da comunica√ß√£o, pois n√£o aceitaremos que a grande m√≠dia privada continue disseminando informa√ß√Ķes tendenciosas e muitas vezes mentirosas, com o intuito de confundir a popula√ß√£o, enfraquecer e criminalizar o governo, os partidos progressistas e os movimentos sociais. Nos afirmamos como sujeitos de direitos e sujeitos pol√≠ticos que seguem em luta pela garantia de reformas democr√°ticas capazes de proporcionar mudan√ßas em estruturas hist√≥ricas que ainda sustentam as desigualdades e a discrimina√ß√£o no Brasil.

Dizemos a todas e todos que não aceitaremos nenhuma forma de golpe. Não aceitamos os ataques à democracia e exigimos respeito à escolha soberana do povo nas urnas. Companheiras, mulheres de todo o Brasil, trabalhadoras do campo, da floresta e das águas, mulheres trabalhadoras das cidades, seguimos em marcha e conclamamos os movimentos sociais e a todos os companheiros de luta para se somarem a nós! Vamos juntas e juntos manter nossa coragem e ousadia na disputa de classe em defesa do projeto democrático que elegemos para o país Reafirmamos nossa luta por um Brasil soberano, democrático, laico, justo e igualitário e por uma vida livre de violência, com autonomia, igualdade e liberdade para as mulheres.

SEGUIREMOS EM MARCHA AT√Č QUE TODAS SEJAMOS LIVRES!

ASSINAM:

CONTAG ‚Äď CONFEDERA√á√ÉO NACIONAL DOS TRABALHADORES RURAIS NA AGRICULTURA
AMB ‚Äď ARTICULA√á√ÉO DE MULHERES BRASILEIRAS
CNS ‚Äď CONSELHO NACIONAL DAS POPULA√á√ēES EXTRATIVISTAS
CTB ‚Äď CONFEDERA√á√ÉO DE TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL
CUT ‚Äď CENTRAL √öNICA DOS TRABALHADORES
GT MULHERES DA ANA ‚Äď ARTICULA√á√ÉO NACIONAL DE AGROECOLOGIA
MAMA ‚Äď MOVIMENTO ARTICULADO DE MULHERES DA AMAZ√ĒNIA
MIQCB ‚Äď MOVIMENTO INTERESTADUAL DE MULHERES QUEBRADEIRAS DE COCO BABA√áU
MMM ‚Äď MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES
MMTR-NE ‚Äď MOVIMENTO DE MULHERES TRABALHADORAS RURAIS DO NORDESTE
UBM ‚Äď UNI√ÉO BRASILEIRA DE MULHERES
UNICAFES ‚Äď UNI√ÉO NACIONAL DE COOPERATIVAS DE AGRICULTURA FAMILIAR E ECONOMIA SOLID√ĀRIA

Informa√ß√Ķes:Portal Vermelho

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