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CMV assina nota de rep√ļdio sobre abertura do Hooters, em Recife

repdio.jpg O Coletivo Mulher Vida (CMV), juntamente com grupos, ong's e organiza√ß√Ķes sociais e feminista de Pernambuco, assina Nota de Rep√ļdio sobre a abertura do restaurante Hooters, no Recife. A rede pretende se instalar nos Armaz√©ns do Porto, empreendimento do 'Porto Novo Recife', financiado pelo governo do estado, que foi estrategicamente planejado para impulsionar o turismo na cidade.

No entanto, por se tratar de uma rede como o Hooters, o CMV manisfesta seu sentimento de indignação diante de um projeto de requalificação urbana que permite empreendimentos que promovem a exploração e o abuso feminino, tornando a cidade ainda mais insegura para as mulheres.




Leia a Nota de Rep√ļdio na integra:

"N√≥s, que abaixo assinamos, vimos por meio dessa peti√ß√£o externalizar e denunciar o nosso rep√ļdio √† chegada do estabelecimento comercial denominado HOOTERS na cidade do Recife.

O estabelecimento irá se fixar no local do projeto Novo Recife no bairro do Recife Antigo, lugar de destaque e um dos principais pontos turísticos da cidade. A cadeia de restaurantes HOOTERS virá para compor o centro de entretenimento e gastronomia que está sendo construído na área portuária da cidade, cujos objetivos consistem, dentre outras coisas, em revitalizar o bairro histórico a atrair mais turistas para o local.

Diante disso, consideramos uma afronta aos direitos da pessoa humana e, especificamente, das mulheres, a permissão por parte do Estado de Pernambuco e da Cidade do Recife do funcionamento do estabelecimento, pois este se trata de um local no qual a imagem e corpo da mulher são ofertados junto com os outros produtos negociados. A imagem da mulher vestida seminua que circula entre as mesas e serve às pessoas é posta como um dos principais atrativos do estabelecimento.

Al√©m de terem seus corpos expostos como parte do banquete ofertado, as mulheres que l√° trabalham recebem orienta√ß√Ķes para aceitarem os ass√©dios e abusos que por ventura ocorram enquanto estiverem trabalhando, estando expl√≠cito no contrato de trabalho que elas precisam lidar com a situa√ß√£o de forma educada e sol√≠cita, de modo a n√£o ser rude ou constranger os clientes.

O foco da nossa reivindicação consiste em denunciar o estabelecimento que se utiliza de formas aprimoradas de coerção e violência contra a mulher, assim como, de abuso e exploração dos seus corpos.

A questão torna-se mais grave por ser tratar de uma área portuária e com grande circulação de turistas, que podem enxergar não só no restaurante, mas nos corpos das mulheres, um local para o seu entretenimento.

Outro agravante é o fato de Pernambuco estar entre os dez estados mais violentos para as mulheres, configurando-se, assim, como um dos estados onde mais se mata mulheres por motivação sexista - os denominados crimes de gênero ou feminicídios. Como o Estado pode enfrentar esta situação, incentivando a abertura de estabelecimentos que incentivam práticas violentas e abusivas contra as mulheres?!

Outra quest√£o a ser considerada √© que a revitaliza√ß√£o da √°rea √© uma parceria p√ļblico-privada. Como o Estado e a Cidade do Recife concedem a abertura de um estabelecimento dessa ordem?

Contestamos, pois, as duas inst√Ęncias: estadual e municipal a se pronunciarem a respeito dessa situa√ß√£o absurda e a tomar provid√™ncias que respondam √†s quest√Ķes postas nessa den√ļncia."



ActionAid
Articulação de Mulheres Brasileiras
Casa da Mulher do Nordeste
Cendhec
Centro das Mulheres do Cabo
Centro de Cultura Luiz Freire
Cape Mujica
Casa da Mulher do Nordeste
Coletivo Além do Arco Iris
Coletivo ARCA
Coletivo de Advocacia Popular Luiz Gama
Coletivo Feminista Diadorim
Coletivo Mulher Vida
Coletivo Marcha das Vadias Recife
Diretório Acadêmico de Serviço Social
Fórum de Mulheres de Pernambuco
Grupo Cactos ‚Äď G√™nero e Comunica√ß√£o
Grupo Curumim
Levante Popular da Juventude
Movimento Mulheres em Luta ‚Äď MML
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra ‚Äď MST
Movimento Zoada
Muda Direito
Ou Vai ou Racha
Sitio Agatha
SOS Corpo

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